“Ari, moreno como o café, caminha tranquilamente, observa, desenha. Rey, loiro como o trigo, trepa, dança, levanta voo. São tão diferentes…” – não são primos, nem compinchas… são IRMÃOS, ainda que, aos olhos de muitos, possam ser completamente opostos… “Quando um atira, o outro apanha. Quando um ataca, o outro defende. Quando um começa, o outro continua.” – esta é, quiçá, a melhor forma de definir o amor entre irmãos e a narrativa desta história fá-lo na perfeição! A fraternidade pode ser uma ideia muito paradoxal: é uma forma de amor que tanto acusa, como abraça; ora compete, ora complementa, arranha e acarinha, afasta e acompanha…
Fraternidade é ser o primeiro a escolher o gelado e aceitar as escolhas indesejadas; é não ser o primeiro a começar (uma briga) e, mesmo que o mundo acabe, não dar o braço a torcer; fraternidade é soprar o açúcar em pó do “bolo russo” na cara de um irmão e continuar (im)pávido e sereno (até que um gesto brusco da mãe intercete esta chalaça). Mas “ser irmão” também traz a capacidade de compreender com o olhar, o gargalhar de piadas familiares, a habilidade de escutar, o espaço seguro para repreender, discordar ou até reclamar (de situações que os pais nunca conhecerão). “Irmãos é algo frágil, algo poderoso”, algo único, que nenhuma lei poderá anular. É uma relação eterna!
Quem tem irmãos irá rever-se neste livro e revisitar muitas situações vividas. A tradicional disputa por atenção, afeto e reconhecimento, a gestão de espaço e a afirmação da individualidade… Por muito que se possa escrever, estudar ou até filosofar, só o amor entre irmãos será capaz de qualificar este sentimento.
O terapeuta da fala Tiago Rodrigues, apresenta algumas atividades para fazer em família durante e depois da leitura deste livro ilustrado para crianças e adultos.
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